Procura-se um bom profissional de Marketing para o Brasil. Porque colocar mulher de shortinho pra rebolar no final do Pan-Americano e levar Paulo Colho e Regina Case pra apresentacao do Brasil como “sede” da Copa de 2014 ‘e – no minimo – sinal de incompetencia. Ou entao, de inteligencia demais… algo que eu nao consigo acompanhar.
•October 26, 2007 • Leave a Comment
O frio percorreu minhas costas. Procurava quem pudesse ouvir o que necessitava dizer. Pensei em escrever, mas lembrei que ele facilmente se reconheceria em minhas palavras. Escondi-me novamente no quarto. Escuro. Nao queria olhar no espelho onde ja nao me via mais, mas apenas ele.
Nunca pensei que tal obcessao nasceria em minha vida. Segura de mim, acreditei que saberia lidar com tudo que aparecesse pela frente. Deitei-me. Senti-o cochichar perto de mim. Um sopro de aprissonamento. Quis mata-lo. Ah! Maldito!
Ah! Maldito!
Carros…
•September 22, 2007 • Leave a Comment[O assunto não é tão poético quanto pode parecer o título com reticências.]
Acabei de colocar o carro dos meus pais na garagem e ao abrir a bolsa para guardar a chave vi lá jogado minha carteira de motorista. É a segunda, antes dele teve a tal de provisória – período de um ano em que o motorista não pode tomar multas médias ou graves para poder receber a carteira “verdadeira”, e está quase a vencer. Fevereiro de 2008.
Fiquei a pensar, então, no seguinte: quantas vezes me foi pedida a tal carteira. Resposta: ZERO. Desde que tirei a carteira de motorista (acho que em 2002) nunca (NUNCA!!!) me pararam para apresentar a bendita.
Você pode pensar “também não deve dirigir nunca essa daí”. Se engana, meu caro, durante quatro anos dirigi todos os dias para a faculdade, de volta da faculdade, para o trabalho, de volta do trabalho, para saídas à noite, de volta da noite, nos fins-de-semana, enfim, muitas idas e vindas.
E entre muitos quilômetros, nenhuma vez mostrado o tal papel com a autorização de estar ao volante. “Graças à Deus”. Sim, me alegro por não ter PRECISADO mostrá-la. Mas não é essa a questão… não estou falando de necessidade, mas sim de precaução.
Quando cheguei em casa, então, um bloco inteiro do RJTV falando dos acidentes de transito e do crescente número de vítimas (fatais ou não) entre os jovens, chegando a porcentagem de 47%.
Agora vai, me diz… não tem nada a ver meus pensamentos de garagem e o bloco do RJTV?
se…
•September 4, 2007 • Leave a Commenttemos tanto recursos de reserva, como afirmou o Lula no ultimo discurso, entao pq ainda temos tantos c fome, pq a saude publica esta o verdadeiro caos, pq ainda temos divida externa q nos deixa cm país de terceiro mundo, pq…, pq…, pq…
Podia continuar ate o amanhecer, mas dá pra entender ne? Alguem responde?
A-part!
•August 13, 2007 • 4 Comments“For the present is the point at which time touches eternity.” C.S.Lewis
“Porque o presente é o ponto no qual o tempo toca a eternidade.” C.S. Lewis
Em apenas um presente, um só dia, é permitido estar tão dividido? Quando um volta e outra parte como se faz para esclarecer o sentimento que fica? E quando o orgulho e a verdade andam lado a lado quem vai vencer?
Hoje (11.08.2007), vi-a voltando. Cabelos vermelhos. Uma melhor amiga. Meu pedaço puc-ano, chegou cheia de histórias pra contar, ainda apática, como se flutuasse. E eu flutuei junto quando vi dar no relógio a hora em que outra parte de mim ia. Então, vi-o indo. Um melhor amigo, meu pedaço monstro, partia para realizar um sonho e voltar – depois – cheio de histórias (se bem que esse seria cheio de histórias mesmo se vivesse isolado em um quarto).
Enquanto ela estava no meio do caminho da chegada e ele no meio do caminho da partida, perdi-me. Dividi-me.
Como se em um único momento houvesse a eternidade.
[Engraçado que depois de alguns dias separados, no presente esse post toca o anterior]
Antes do amanhecer.
•August 7, 2007 • 3 Comments“Céline: Talvez… talvez devessemos nos encontrar aqui, em cinco anos ou alguma coisa assim.
Jesse: Ok, ok. Cinco anos. Cinco anos? Isso é tempo demais.
Céline: É. É pessimo. Parece um experimento sociologico. Que tal em um ano?
Jesse: Um ano. Tá bom.
Céline: Um ano.
Jesse: Que tal em seis meses?
Céline: Seis meses?
Jesse: Sim.
Céline: Vai estar congelante.
Jesse: É?
Céline: É.
Jesse: Quem se importa? A gente vem até aqui, e dpeois vai para outro lugar.
Céline: Ok. Ok. Seis meses a partir de agora, ou de ontem a noite?
Jesse: Hum… Ontem a noite. Seis meses a partir de ontem a noite, que era… 16 de Junho. Entāo… plataforma nove, daqui a seis meses as seis horas, da noite.
Céline: Dece–Decembro.
Jesse: Decembro, é, tá certo. Mas ouve, é uma viagem de trem para você, mas eu vou ter q voar até aqui. Mas eu vou estar aqui.
Céline: Ok, eu também.
Jesse: Ok.
Céline: E a gente nāo vai se ligar… ou escrever…
Jesse: Nāo…
Céline: Nāo.
Jesse: É deprimente.
Céline: É, ok.
Jesse: Ok. Tá bom, o seu trem está partindo. Diz adeus.
Céline: Tchau.
Jesse: Adeus.
Céline: Au revoir.
Jesse: Inté.”
[Before Sunrise]
Nunca acreditei ser possivel colocar perfeiçāo em palavras. Nem ao menos com palavras tāo comuns. O que é para ser seis meses, pode se transformar em um ano. O que é para ser um ano, pode se transformar em… quatro.
Aos mortais, longe da perfeiçāo, nos resta prender a respiraçāo – com em um suspiro – esperando por seis meses, esperando por um ano, esperando por quatro anos, esperando por uma vida. Mas cuidado! Prender a respiraçāo é tao raro que pode levar a morte. Assim como a esperança.
[O paradoxo é quando há momentos em que prender a respiraçāo é ter esperança.]
Breathing Game
•July 31, 2007 • 1 CommentFoi a primeira vez que me calei. A mudança constante de suas palavras fazia com que as minhas sumissem. E com esse sumiço perdi também meu chāo. E o que parecia definido, perdeu-se.
E entre o silêncio do meu respirar e a euforia do seu, parei para pensar onde estariamos indo. O silêncio do meu respirar ganhou…
Para ouvir:
Reason to Belive / Remember to Breath / Hands Down – Dashboard Confessional
A rebelião das flores
•July 27, 2007 • 3 CommentsEla já não sabia mais ao certo se pertencia aquele jardim. Olha ao seu redor e não enxergava razão pra ficar. O odor que exalia das outras flores era impuro e parecia sucumbir a morte inevitavél, ao secar pertinente a sua especie.
Decidiu não se entregar tão facilmente ao secar de suas petalas e escapar daquele jardim, e dos espinhos das outras rosas… espinhos que ultrapassavam seus caules e atingim suas línguas.
Certa noite partiu, acobertada pelo silêncio de uma lua cheia. Não deixou nada para trás… a não ser um orvalho que escorregou de suas petalas e ficou no chão, imovél, como se se preservasse como História viva do que estava por vir.
No dia seguinte poucos notaram a ausência da rosa, enquanto esta lutava para achar seu espaço fora da redoma (???) em que tinha sido criada. Encontrou no caminho uma criança, dizia ele que queria presentiar sua mãe, pegou com carinho a rosa e levou para casa. Imediatamente mãe e filho limparam os espinhos da rosa e assim ela ficou indefesa, se maneira que nenhum jardineiro a queriria mais em seu jardim e de forma que todos os insetos pudessem tirar proveito dela. Agradeceu por estar dentro de uma casa, recebendo o amor de māe e filho.
Mas chegou o dia em que sua nova família precisou viajar, afinal eram férias e ninguém queria ficar preso à uma rosa. Se foram. Deixam para trás aquilo (aquela) a quem tinham jurado carinho.
A rosa percebeu que carinho é momentaneo e sentiu falta do que acreditava ser amor, aquilo que recebia em seu primeiro jardim. Partiu… procurando voltar ao jardim que tinha deixado. Já nāo sabia mais viver sem ele. Para sua surpresa, porém, o espaço onde sua gota de orvalho havia caido, agora havia uma nova rosa. Talvez de cor ou tonalidade diferente, mas igualzinha a ela. Olhou ao redor. E viu… dezenas de rosas… todas cegas… acreditando serem únicas, afinal todas acreditavam que o jardineiro cultivava aquele jardim apenas para ela… e criam que tudo ao redor eram espelhos, amigos imaginarios ou rosas que – inconvenientemente – haviam se feito parte do jardim.
Resolveu, entāo, começar uma rebeliāo. A rebeliāo das flores.
Planos?!
•June 17, 2007 • 3 CommentsQuero ser Laur(en)a…
•May 6, 2007 • 1 Comment “Be the change you wish to see in the world.”
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Essa semana que deparei com duas Lauras – uma real, uma fictícia.
A fictícia é personagem de Maya, livro de Jostein Gaarder.
Chamou minha atençāo para a fantasia de viver fazendo algo que é realmente importante para o mundo. Chamou minha atençāo para ser temperamental e apaixonada. Chamou minha atençāo para o fim do mundo.
“Ana perguntou a Laura de onde ela era. Laura respondeu que na realidade era de San Francisco e que tinha estudado história da arte, mas que ultimamente havia trabalhado como jornalista em Adelaide. Nāo fazia muito, recebera uma espécie de bolsa de trabalho de uma fundaçāo ambientalista americana, e sua tarefa consistia em registrar todas as forças que se opunham à luta dos povos em defesa do meio ambiente. A funçāo de Laura seria, em suma, realizar um controle anual de indivíduos, instituiçōes e empresas importantes que, por interesse econômico, depreciassem publicamente a importância das ameaças ao meio ambiente em curso na Terra.” – (pag. 90).
A outra é real e carrega o sobrenome Bush com ela – sim, o mesmo sobrenome Bush que dançou por aqui no último post. Lauren Bush nasceu no mesmo ano que eu (1984). Sobrinha do presidente americano, Lauren é modelo, estudou design fashion e atualmente estuda antropologia na Princeton University.
Talvez para os meus padrōes seja ela um tanto quanto – ou mais – fictícia que a Laura anterior.
Estagiaria de Friends, capa da Vogue, namoradinha do herdeiro de Ralph Lauren, Lauren (Bush) já freqüentou jornais de fofoca como caso amoroso de senhor Prince William. Fofoca vai, fofoca vem. E ela prova – ou ao menos tenta – ser real.
A bolsa da foto é idéia dela. Embaixadora dos estudantes do Programa World Food (Comida do Mundo), desde 2005, lançou à pouco tempo junto a UN (Naçōes Unidas) o programa World Feed Bag (http://www.worldfeedbag.org).
A World Feed Bag nada mais é do que uma bolsa feita do material – altamente – usado na África, a junta. Dos US$ 59,95 cobrados, US$ 34 vāo para o programa que compra alimento para a populaçāo africana. A “grande sacada” é, na verdade, duas.
A primeira é quase acidental. O produto é lançado ao mesmo tempo que uma lei proibe sacolas de plásticos (dessas que usamos no supermercado) na cidade californiana de San Francisco. Agora é lei: cada um leva para as compras a sacola que pretende usar na volta pra casa, e que ela nāo seja de plástico!
A outra deve ter a ver com esse sobrenome dançante! As tais “bolsinhas” sāo vendidas na Amazon.com, maior rede de vendas online. É a primeira vez que a empresa coloca um produto filantropico em suas vendas! E esse é o tipo de moda que a gente espera que pegue (ver: www.fotolog.net/rachbelo).
Quisera eu, entāo, ser um misto de real e fictícia. Quisera eu, entāo, dançar por aí. Seja na campanha para o fim da malária [aposto que tenho mais ginga que o branquelo com cara de paspalho], seja entre as palavras de um livro, seja entre o meu sobrenome, mas sempre em algo que realmente faz diferença.
Quisera eu – pelo menos essa semana – me chamar Laur(en)a.
Laura: Latim; coroa de folhas de louro

