Vai. Me diz. Diz na minha cara que eu estava errada. Que não era nada disso. Que foi tudo um sonho louco da minha cabeça.
Me diz que eu me iludi. Que eu brinquei com algo na minha cabeça de forma que acabei acreditando ser verdade.
Me diz que sou eu a culpada. A total culpada.
Ou assume, que és um monstro. Um canibal que se alegra em ver os outros em pedaços.
Assume que nada quis senão ver um coração, um corpo e uma alma dilacerados.
Assume que és culpado. O total culpado.
Porque do contrário eu me recuso a acreditar no simples.
No simples “aconteceu”.
Na idéia de que errei de tal forma que deixei tudo escorregar pelos dedos. Na idéia de que erraste de tal forma que deixou tudo escorregar pelos dedos.
Quero o ódio, a ira, a vingança, o rancor.
Quero devolver tudo que você um dia me deu. Mas como colocar momento em uma caixa de devolução?
