Há algum tempo eu decidi que não há melhor som do que o do pranto que se torna riso ou do que o do riso que se transforma em um choro aliviado, um choro de alegria…
O corredor parece não ter fim quando no final está aquele que a tempos não vê, os que estão ao redor parecem testemunhas daquele sofrer silencioso que enfim parece ter hora para acabar.
A mala é derrubada pois ali – aquela que foi montada com tamanho carinho – nadais é do que um estorvo.
Espero, sentada na lateral, pelo melhor som do mundo. Então, enfim, amassado em um abraço, meio abafado, vem o som.
O choro, o riso, que juntos ao abraço, a mala caída e as testemunhas, em um quase silêncio, não precisam me dizer nada para me dizer tudo.
